segunda-feira, 5 de março de 2012

Promoção requer planejamento.

Por: Thais Wadhy


Tenho ouvido reclamações de algumas empresas que "investem em marketing" e não obtem resultado. A pergunta é: você está investindo adequadamente?

O que mais acontece, principalmente em pequenas e médias empresas, é que as verbas disponíveis para promoção e divulgação são mal utilizadas. Gasta-se dinheiro com publicidade e propaganda sem que haja um plano adequado de comunicação e marketing, onde fiquem claras as metas e estratégias. 

Ações que não são linkadas às metas e estratégias dificilmente geram resultado no longo prazo. Primeiro, porque é difícil concentrar esforços das equipes sem que estas saibam para onde estão indo. Qual o objetivo pretendido? Onde quero chegar? Sem um norte, as ações ficam perdidas e desconexas, sem propósito. Segundo, porque é impossível mensurar resultados de ações e monitorá-los se não há um objetivo traçado, uma meta a ser atingida. Exemplo? Consegui 10 novos clientes com minha ação promocional; mas isso é bom? Quanto gastei para conseguir esses 10 clientes, mais ou menos do que eles geraram de retorno? O perfil desses clientes me interessa? Qual era a expectativa, 10 ou 100 novos clientes? Números e estatísticas, por si só, não dizem nada.

Quando há um plano de marketing, todas as ações têm um propósito, uma justificativa. Com elas, pretende-se atingir um objetivo específico; cada esforço de promoção ou divulgação faz parte de uma estratégia maior. Assim, fica fácil mensurar resultados: estes devem contribuir para que a meta seja atingida. E, apesar de parecer algum muito estático ou pouco dinâmico, é o contrário: se a execução do plano é feita por profissionais capacitados, consegue-se verificar com rapidez e precisão o que não está dando certo para que sejam feitos os ajustes e correções em tempo hábil, sem correr grandes riscos de perder tempo e dinheiro.

Com um planejamento adequado, é possível: otimizar a verba gasta com promoção e divulgação; diversificar as ações e as campanhas; atingir públicos específicos, que trarão mais resultados tangíveis ou intangíveis; acompanhar a efetividade de cada esforço de publicidade e propaganda; adequar a estrutura da empresa para a demanda advinda das campanhas.... (aliás, este último é um assunto que vale a pena explorar em outro texto: a sua empresa está preparada para crescer? É hora de divulgar?). Assim, mais tempo gasto em planejamento significa menos tempo e dinheiro gastos na execução, além da diminuição das perdas e do retrabalho.

Fica a dica de Kotler: quem fracassa em planejar, planeja fracassar.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Falta de planejamento pode provocar a perda de oportunidades de negócios

Por: Thais Wadhy



Não é novidade pra ninguém que as micro, pequenas e médias empresas de Minas Gerais (e também de outros Estados brasileiros) não "gostam" de fazer planejamento. A reportagem abaixo do Jornal Estado de Minas fala um pouco sobre isso. Grande parte inicia as atividades "na cara e na coragem", tendo a necessidade de sustento como combustível básico e a vontade de ganhar dinheiro como motivação. Já vi muitos casos de empresários que abrem as portas de suas empresas com base no conhecimento técnico que têm de seus negócios e na experiência de mercado, adquirida de anos de atuação no segmento em questão. Porém, saber fazer nem sempre é suficiente para manter uma empresa no mercado ao longo dos anos.

Sou mineira e mercadóloga, então conheço um pouco do perfil do empresariado mineiro. Conservador, desconfiado. Quantas vezes, querendo realizar um trabalho ousado de posicionamento de marca ou mesmo de reestruturação da empresa, ouvi "mas eu faço assim há 20 anos e sempre deu certo". Mas... verdade seja dita: o mercado já não é mais o mesmo! Então, as empresas que não se adaptarem às mudanças do mercado, cada vez mais competitivo, globalizado e dinâmico, têm poucas chances de se tornarem cases de sucesso.

Há 20 anos, não existia a internet como a conhecemos hoje. A grande rede possibilita negócios globais e infinitas possibilidades. Quebram-se fronteiras e barreiras e, com isso, ganha quem tiver uma boa estratégia de atuação, seja com foco em relacionamento, preço, prazo, atendimento. Qualidade? Há anos que o fator "qualidade" vem se tornando commodity. Dificilmente cria-se estratégia de diferenciação com base na "qualidade", pois isso é, digamos, o "básico", o mínimo que qualquer empresa pode oferecer dentro do segmento que pretende atuar. Até mesmo porque existe o Código de Defesa do Consumidor, que garante os direitos básicos da parte frágil das relações de consumo; isso significa que produtos com defeitos e que não funcionam já não têm mais espaço no mercado e propaganda enganosa pode sair muito cara pra quem vende.

Ainda assim, quanto maior a bagagem, mais o assunto "mudança" parece incomodar, como um tabu. As pessoas têm dificuldade de adaptação às transformações, seja no mercado, seja na vida pessoal. E isso pode representar, para a vida profissional, perdas significativas. De dinheiro, de oportunidades de crescimento, de grandes saltos. Querem exemplos? O planejamento poderia prever e reduzir as perdas provocadas pela entrada de um grande concorrente no mercado; poderia adequar melhor o posicionamento de mercado de determinado produto, com base no feedback do mercado, aumentando as vendas; poderia promover as vendas com estratégias de comunicação ou relacionamento com os clientes. 

Os planejamentos informais ainda têm mais espaço nas salas de reunião das empresas. Muitas vezes, feitos por quem entende muito do seu próprio negócio, mas tem poucas ferramentas para analisar o macroambiente de negócios ou até mesmo o microambiente, considerando a cadeia produtiva e os públicos. O resultado são planos falhos, unilaterais, míopes e pouco eficazes; incapazes de criar possíveis cenários e avaliar as consequências das mudanças do mercado dentro do próprio negócio.

Aos empresários, uma dica: cuidado. A cabeça dura pode provocar perdas irreparáveis. Estejam abertos a novas possibilidades e procurem escutar profissionais que entendem de gestão e marketing. Duas cabeças pensam melhor que uma, e trabalhar em parceria com um consultor pode gerar ganhos inimagináveis.


Maioria das empresas mineiras ainda não iniciou planejamento para Copa 2014

Por: Pedro Rocha Franco
Fonte: Jornal Estado de Minas


Faltando 855 dias para o início da Copa do Mundo de 2014, o tom crítico ao andamento da preparação da infraestrutura é uma constante. O poder público é policiado para agilizar a construção de estádios e organizar o transporte nas cidades. Mas, numa outra ponta, apesar de reconhecer as inúmeras possibilidades criadas pelo Mundial, o empresariado caminha a passos para lá de lentos no planejamento rumo aos jogos. E, como diz o ditado popular, “podem ver o cavalo arriado passar na sua frente e não montar”. Pesquisa divulgada ontem pelo Sistema Fecomércio Minas mostra que três em cada quatro empresas do setor de comércio varejista de Minas ainda não iniciaram o planejamento dos investimentos para a Copa’2014.

O estudo ouviu 422 lojistas do setor de comércio varejista em 20 cidades mineiras que pleiteiam receber seleções de futebol para treinamento às vésperas dos jogos. A opinião dos comerciantes é quase unânime de que os jogos devem impactar as vendas. No entanto, num ritmo bem brasileiro, que deixa tudo para a última hora, os lojistas devem iniciar os preparativos restando apenas seis meses para a Copa do Mundo. Nem mesmo a Copa das Confederações, em 2013, com previsão de atrair mais de 200 mil turistas, empolga para possíveis testes. A pesquisa mostra que 72,3% dos empresários não devem realizar nenhuma ação. “Uma coisa é você se sensibilizar que vai ter uma oportunidade, outra coisa é você se preparar para isso. Eles sabem do evento, sabem da importância, mas ainda não se planejaram para isso. Quem estiver preparado sai na frente”, afirma gerente de Economia, Comércio Exterior e Micro e Pequena Empresa da Fecomércio Minas, Silvânia Araújo.

A maioria dos empresários acredita em aumento das vendas mas a tradicional decoração será feita às vésperas do campeonato.


Candidatura incerta

Uma explicação para isso é que na lista de cidades pesquisadas estão, entre outras, Formiga, Ipatinga e Sacramento e por enquanto esses municípios figuram apenas na lista de candidatos a receber seleções. Assim, caso não seja confirmada a participação direta, a movimentação do comércio deve ser reduzida. Mas, se escolhidas, o tempo é considerado curto para planejar produtos, treinamento de pessoal e outros investimentos que podem alavancar as vendas no período.

E o pior: os empresários têm percepção clara de que precisam planejar para incrementar as vendas. Na lista de principais ações que podem melhorar as vendas estão gestão de estoques que possibilite preços mais baixos e diversidade de produtos (25,7%); ambiente atrativo para negócios (19,8%) e atendimento diferenciado (17%). “Na África do Sul (país que recebeu o último Mundial), não deram a dimensão real dos impactos da Copa. Num restaurante, os garçons eram quase todos trainees e sequer sabiam explicar como um prato era feito”, afirma o assessor de Projetos Especiais do Senac-Minas, Hegler Machado Guimarães, que esteve presente no Mundial de 2010.

Jogo dividido sobre abertura de portas

Um impasse marca a definição sobre a abertura do comércio varejista em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa de 2014. Até o início da disputa, a caminhada ainda será longa, mas a decisão divide o setor. Enquanto 53,7% dos entrevistados diz ser favorável ao funcionamento nesses dias, a fatia restante (46,3%) diz preferir não trabalhar nesses dias. “Loja física só vende com as portas abertas”, afirma a gerente de Economia, Comércio Exterior e Micro e Pequena Empresa da Fecomércio Minas, Silvânia Araújo.

Ela avalia que a presença de mais de meio milhão de turistas estrangeiros e outros milhares de brasileiros que devem circular pelo país cria um ambiente propício para as vendas, e por isso a abertura das lojas pode garantir aumento significativo do faturamento. “É um evento que vem com fôlego de pré-Natal. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar”, afirma Silvânia.

A estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH) é de que o segmento deixa de faturar em média R$ 57,5 milhões em cada feriado da cidade, considerando a média de vendas diárias da capital. Mas, por ser a Copa’2014 um período ainda mais aquecido, a cifra pode ser maior. Mas um fator pode aliviar a preocupação dos varejistas. A maior parte dos jogos está marcada para as 17h. Com isso, uma alternativa é que o comércio funcione meio horário, diminuindo o prejuízo. (PRF)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A Wadhy está de cara nova!

Junto com o novo ano, veio uma nova "roupa"! A Wadhy está de cara nova, confira nossa nova logomarca e opine!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Aprender com o erro: parabéns para o Banco do Brasil

Por: Thais Wadhy



Todo consumidor acaba tendo experiências boas e ruins com diversas empresas que atuam no mercado. Comigo não é diferente: já tive motivos "morrer de raiva" e outros para me alegrar. Mas isso não me faz perder a cabeça (pelo menos não na maioria das vezes!); procuro sempre pensar que as empresas são feitas de pessoas e que, como elas, têm defeitos e problemas. Até porque seria impossível agradar ao mesmo tempo milhões de brasileiros (pra falar do mercado nacional) com gostos, culturas e perfis distintos.

Difícil pensar assim, né? Não queremos empresas que cometam erros; na maioria das vezes, queremos que tudo saia exatamente como planejamos. Ainda mais nos tempos atuais: o consumidor nunca foi tão poderoso como agora. Temos em nossas mãos a internet e todas as suas ferramentas, incluindo as redes sociais. Basta um deslize de uma empresa e, no mesmo instante, o mundo inteiro fica sabendo do fato! A empresa fica mal falada, sua imagem fica prejudicada e (pior!) sofre queda no faturamento.

Coitadas das empresas? Claro que não! Esse movimento foi importante para que começassem a andar na linha, a tratar o consumidor com mais respeito, a entender que o consumidor é peça chave para o sucesso das organizações e que, portanto, deve ser tratado como tal. Sem querer desmerecer a importância da tutela legal da parte mais frágil das relações de consumo, acredito que nem mesmo o Código de Defesa do Consumidor tem tanta eficácia contra as condutas erradas das empresas como a internet e as redes sociais (a propósito, tenho um estudo de caso sobre o assunto, se alguém se interessar).

Bom, o fato é: as empresas cometem sim grandes erros. Mas o "x" da questão - que as empresas ainda não entenderam - não são os erros cometidos, e sim como lidam com eles, desde as ferramentas que disponibilizam para interagir com o consumidor, tais como SAC e centrais de atendimento (isso sim, exigido regulamentado pelo CDC) até o tratamento que dão às reclamações.

Estou dizendo isso porque tive duas experiências interessantes com grandes empresas, uma de telefonia e um banco, que quero relatar.

Tive um problema com a empresa TIM. Eu era cliente de outra operadora e usava um iPhone desbloqueado. Ao mudar para a TIM, o iPhone não funcionava. Foi um caos para resolver a questão. A empresa dizia que o problema era do aparelho, mas apenas o chip dessa operadora não funcionava (todas as outras funcionavam normalmente). Para encurar a saga, vou resumir os fatos: levei o aparelho em assistência técnica especializada e não havia nada de errado com o aparelho. A TIM não resolvia o problema, apesar de ter feito todos os procedimentos indicados pelos atendentes (muitas vezes mal preparados) da central de atendimento. Não consegui resolver nem mesmo indo até a loja física da operadora. Mesmo com toda a minha boa vontade para fazer tudo o que me pediram, de ir até a loja duas vezes, de levar o aparelho na assistência técnica, de ligar mais de vinte vezes para a central de atendimento, não consegui resolver o problema. Foi então que recorri à Anatel e, adivinha? Em cinco dias o problema foi resolvido (acho que nem preciso dizer que não havia nada de errado com o aparelho, né?). Mas ficou bem claro que resolveram por causa da Anatel, pois nem retorno me deram depois do ocorrido, nem mesmo para avisar que o problema havia sido solucionado (só vi porque o telefone voltou a funcionar). Enviei uma carta impressa à gerência de atendimento, e não me responderam, não se pronunciaram. "Descaso", não é?

Agora, tive problemas com um Banco do Brasil. O problema foi simples, mas constrangedor. Houve um aumento de 90% no valor da minha tarifa de manutenção da conta corrente, sem prévio aviso. 90%! Debitaram na minha conta, eu reclamei com a gerente da minha agência. A gerente fez o que podia: alterou o meu pacote de serviços para um mais barato, para que eu continuasse pagando a mesma tarifa de antes; mas isso servia só para os próximas meses.  Ela não podia estornar a tarifa debitada. Achei um absurdo e, então, resolvi fazer uma reclamação ao Banco Central; também reclamei na ouvidoria do BB. Resultado? Creditaram na minha conta a diferença entre as tarifas. Mas isso não foi o crucial: dois atendentes do banco BB (da ouvidoria e o que recebeu a reclamação do Banco Central) me ligaram depois para dar sequência ao atendimento e certificar que todos os meus problemas foram resolvidos.

Não tenho a ilusão de que o Banco do Brasil foi "bonzinho"; provavelmente devem ter levado bem mais que um puxão de orelha do Banco Central. A questão é que o atendimento depois da ocorrência minimizou, pra mim, o impacto da experiência negativa que tive com o banco. Senti, ao contrário da operadora, que eles se empenharam não somente na resolução da questão, como também para manter meu bom relacionamento com a empresa. Minha percepção é que o BB está amadurecido para lidar com críticas e situações desfavoráveis e que, nem por isso, perdem a cordialidade no tratamento e a vontade de manter o cliente satisfeito. E mais: possuem um processo de atendimento que não se conclui enquanto não houver feedback do cliente sobre o ocorrido. Essa lição deveria ser aprendida por todas as empresas!

Claro que faz muito bem exercermos nossos direitos. Faz bem reclamarmos quando somos mal atendidos; utilizarmos as ferramentas certas para sermos ouvidos pelas empresas: agências regulamentadoras, redes sociais ou o que for. Ruim é quando as empresas enxergam isso como algo puramente negativo, que não buscam melhorar e aprender com esses desgastes normais nas relações de consumo. Nem mesmo escutam o que os clientes têm a dizer quando querem reclamar. Se soubessem lidar com isso, estaríamos em outro patamar de relacionamento, tanto por parte das empresas quanto por parte dos consumidores.

Ao final de tudo, tenho que dizer: estou satisfeitíssima com o Banco do Brasil. Parabéns pela política de atendimento ao cliente. Ponto para você!